terça-feira, 6 de novembro de 2012

INÍCIO


O exército francês constituiu as suas primeiras unidades aéreas em 1910. no início da Primeira Guerra Mundial, já podia confiar em 24 esquadrilhas, com 160 aparelhos, de 14 tipos diversos (Blèriot, Voisin, Caudron), além de 15 dirigíveis. O aparecimento de um aeroplano alemão nos céus de Paris e o desenvolvimento das operações militares convenceram o Ministério da Guerra a reforçar as exíguas forças aéreas. A jovem indústria aeronáutica francesa, que era a única então existente no mundo, realizou milagres, e, em 1916, a França já possuía, em linha de fogo, cerca de 1500 aeroplanos; na época do armistício, quase 3000! A produção tinha passado, de 341 aviões em 1914, a 50 vezes mais do que isso em 1918.
Nos quatro anos de guerra, as fábricas francesas produziram 50.040 aeroplanos, e 92.594 motores, satisfazendo as necessidades da nação e de muitos dos seus aliados. A França efetuou o primeiro bombardeiro aéreo de guerra, no dia 14 de agosto de 1914 (dois Voisin, contra a base dos Zeppelins, em Metz-Frascaty); foi a primeira a registrar a derrubada de um aeroplano inimigo (um Aviatik), no dia 5 de outubro de 1914; foi a primeira a constituir esquadrilhas exclusivamente de bombardeiro e de caça, em 1915; foi a primeira a constituir um Ministério de Aviação (Sous-Secrétariat de L´État de L´Aéronautique), em 1915. Produziu aeroplanos, sobretudo do tipo de caça, de grande qualidade, como os Nieuport e os Spaad; e pode gloriar-se de pilotos valorosos e corajosos, entre os quais se distinguiram 158 ases (faziam jus a estetítulo, o de ás, os pilotos com mais de 5 vitórias no seu ativo). Ás dos ases foi o Cap. René Fonk (75 vitórias), seguido pelos pilotos: Ca. Guynemer (54), Ten. Charles Nungesser (45), Ten. Georges Madon (41), Ten. Maurice Boyau (35), Ten. Michael Coiffard (34). Fonk e muitos outros ases franceses pertenceram ao Grupo de Caça 12, que compreendia as famosas esquadrilhas da Cegonha. Um dos primeiros ases franceses que perdeu a vida, no dia 17 de junho de 1916, foi Jean Navarre, chamado "a sentinela de Verdun"; até aquele momento já tinha conseguido 12 vitórias.

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MURICE FARMAN MF-11 (1914)


Desenhado pelo irmão de Henri Farman, foi o avião "tipo" de reconhecimento dos Aliados, desde o início das hostilidades da primeira Guerra Mundial (na versão MF-7) até aos fins de 1915. Passou, depois, para as escolas de pilotagem. O MF-7 foi batizado pelos ingleses com a denominação de Longhorns (chifres longos), e o MF-11 recebeu o nome de Shorthorns (chifres curtos), devido à forma dos patins de aterragem.

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DORAND AR-I (1917)

Avião de reconhecimento que deu boas provas nos últimos meses da Primeira Guerra Mundial, em 18 esquadrilhas de observação nas frentes francesesas e italianas. Desenhado pelo Coronel Dorand (cujo DO-I já se encontrva em linha em 1914), recebeu a sigla AR, da Section Technique de l´Aéronautique, isto é, do laboratório do Exército francês que o construia.

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CAUDRON G-IV (1915)

As perdas sofridas por um grupo de G-IV, num bombardeiro diurno contra a Renânia, em novembro de 1915, aconselharam a passar este avião apenas para incumbências de reconhecimento. Além dos franceses, utilizaram-se os ingleses e os italianos, predominantemente nos Alpes. O G-IV e o Caudron R-11 (1918) foram os únicos bimotores frances da Primeira Guerra Mundial.

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VOISIN 5 (1915)
 
Bombardeiro tipo dos Aliados,  com hélice impulsora e estrutura de aço, permaneceu em linha de 1914 a 1918, em suas diferentes versões, de 1 a 10, cada qual acionada por motor com potência necessária para permitir velocidade e carga de bombas cada vez maiores.
Foram construídos mais de 3.500 exemplares, muitos dos quais na Itália. O primeiro duelo aéreo da Primeira Guerra Mundial, ocorrido no dia 5 de outubro de 1914, perto de Reims, teve como protagonista um Voisin, que abateu um Aviatik. Figurando entre os primeiros aparelhos utilizados para bombardeiros noturnos, foi também o primeiro a ser dotado de pequeno canhão de 37 e 47 mm. Os exemplares deste tipo revelaram-se eficazes, principalmente nos ataques contra o solo.

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HENRI FARMAN HF-20 (1914)

Desenhado pelo famoso pioneiro francês e construido na fábrica que ele abria em sociedade com o irmão Maurice, este avião participou de operações bélicas desde o primeiro dia, como aparelho de reconhecimento. Utilizado pelos franceses, pelos belgas, pelos ingleses, pelos russos e pelos romenos, já estava superado quando entrou em serviço. Começou a ser armado com metralhadora, confiada ao observar, somente na segunda metade de 1915. Foi gradativamente substituido pelo HF-40, aerodinamicamente superior e mais veloz. O HF, 40 foi adotado por 50 esquadrilhas franceses até o ano de 1917. Depois, em seu lugar entrou o avião de reconhecimento ARI.

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SALMSON 2 (1918)

ÚLtimo e o melhoR dos aparelhos de reconhecimento da França, da Primeira Guerra Mundial. Foi construído por Émile Salmson, cujos motores ficaram famosos em 1912. Veloz e bem armado. Construiram-se 3.200 exemplares. Em abril de 1918, o norte-americano W. P. Erwin, num encontro do seu Salmson 2 abateu 8 aviões inimigos.

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F. B. A. C (1915)

Este foi o aparelho de reconhecimento mar´timo que operou com maior númro de exemplares durante a Primeira Guerra Mundial; foi construído pela Franco-British Aviation, de Paris sob desenho de Léveque, elaborado por Max Schreck. Além dos 980 hidroaviões do mais aperfeiçoado tipo H construídos, na Itália, com motor Isotta-Fraschini de 180 cavalos, e utilizados na aviaçãi da Marinha.

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MORANE-SAULNIER N  (1914)


Primeiro caça francês, capaz de uma velocidade de 165 k/h, em condições dE subir a 3.000 m de altura em 12 minutos; era, todavia, difícil de ser manobrado. Deste aparelho se construiram cerca de 200 na Fraça, na Inglaterra e na Rússia (dos Czares). Foi o preferido dos ases Navarre, francês, e A. A. Kazakov, russo. Foi o primeiro avião a ser equipado com metralhadora fixa, sincronizada com o giro da hélice, em março de 1915, graças a uma invenção de Roland Garros.

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NIEUPORT 11 BéBé (1915)
 
Este avião, que foi o desenvolvimento do avião de corrida que Gustave Delage tinha preparado para a Taça Gordon Bennett de 1914, foi o primeiro caça aliado capaz de enfrentar os Fokker E. Protagoista dos céus da batalha de Verdum (fevereiro de 1916), foi o avião dos ases. Ball, Bishop, De Rose, Navarre, Nungesser, Baracca obtiveram muitas, das suas vitórias com este pequeno BéBé. Foi caça "tipo" dos italianos até 1917, e dos norte-americanos da Esquadrilha La Fayette.

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BREGUET MICHELIN BrM5 (1915)

Os primeiros 100 bombardeiros BrM2 e BrM3 foram construídos nas oficians dos Irmãos André é Édouard Michelin e oferecidos à Aviation Militaire. Mesmo na versão melhorada, BrM.5, este avião era excessivamente lento para operações diurnas; assim, em fins de 1916, passou para os bombardeiros noturnos. Em alguns dos últimos BrM5 montou-se, além da metralhadora, um pequeno canhão Hotchiss de 37 mm.

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SPAD VII (1916)

Este foi o melhor caça francês da Pimeira Guerra Mundial. Entrou em linha em 1916 com as Esquadrilhas das Cegonhas; o seu modêlo VII foi sucessivamente adotado por todas as esquadrilhas de caça francesas e note-americanas, por 11 italianas e por 1 belga. Em 1917, foi substituído pelo modêlo XIII, mais veloz. Foi o avião preferido dos ases Fonck, Guynemer, Baraca, Rickenbacker.

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HANRIOT HD-1  (1917)

Avião de caça, veloz e manobrável. Apontado depois do Spad VII, foi pouco apreciado pelos franceses, mas adotado pelos belgas e pelos italianos. Na Itália, a Nieuport-Macchi construiu 831 examplares deste avião, destinados a substituir os Nieuport. Com um HD-1, o ás belga Willy Coppens obteve  maior parte das suas 37 vitórias.

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NIEUPORT 17 (1916)

Maior do que o BéBé,do qual foi o sucessor direto; dotado de metralhadora Vickers, deu provas do seu valor Spad VII; bateu-se bem contra os Fokker E, contra os Halberstadt D.II, e até contra os Halberstadt DII, e até contra os Albatros DI, de modo particular no curso das duras batalhas do Somme e do Isonzo.

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BREGUET Br. 14B2 (1917)
 
Bombardeiro no qual, pela primeira vez, s fez amplo uso de duralimínio; fez parte de 55 esquadrilhas de bombardeiro francesas, no último ano da Primeira Guerra Mundial. Construiram-se5.500 exemplares, em 1918, e 8.000, no total, até 1926. O Br. 14B2, aqui ilustrado, pertenceu ao número 96 Esquadrilha da AEF.